Sobre o livro
O escritor resolveu confrontar-se diretamente com um dos aspectos mais evidentes que a linguagem humana permite: a sociabilidade. Colocando seus personagens numa situação-limite, ele experimenta a linguagem num outro registro, aquele da escatologia.
A situação é, ao mesmo tempo, hilariante e dramática: há uma guerra em desenvolvimento, uma estranha guerra. Altair Martins não perdoa nada nem ninguém. Leva a situação a um limite quase apocalíptico para, de repente, mudar todo o registro.
Eis a ambiguidade proposta pelo dramaturgo que, ao estrear na literatura dramática com este texto, desafia-nos a uma série de experimentos: a linguagem, o espetáculo, a encenação, a reflexão sobre a sociedade de consumo, o egoísmo, a irracionalidade daquelas questões que parecem “politicamente corretas”, mas não o são assim tão eficientemente etc.
Ler o texto de Altair Martins é divertido, mas certamente vê-lo transformado em espetáculo será ainda mais. Porém, cuidado: esse divertimento é crítico, pode matar… nossa boa-fé ou ingenuidade. Antonio Hohlfeldt
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