A Ontologia Política de Heidegger: comunidade, decisão e história

Por Guilherme Ferreira Cezar

Sobre o livro

A presente pesquisa busca uma compreensão política possível a partir de um mergulho no pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger.

Assim, inicia-se com a análise dos textos da ontologia fundamental, notadamente das obras escritas na década de 1920 e que não assumem a filosofia política como preocupação central. Neste caminho aparecem elementos imprescindíveis para a tentativa de desvelar uma compreensão política mais originária.

Aborda-se temas como: o mundo e o cotidiano. É também problematizado o compartilhamento de mundo, o ser-com e, ainda, a impessoalidade. Em um segundo momento, investiga-se a comunidade, o povo, a decisão e como a história está relacionada a esta discussão.

No enfrentamento a estas questões, pontua-se a compreensão da verdade e de uma temporalidade originária debatida nas obras do referido pensador alemão. Neste ponto, adotou-se obras tanto da década de 1920 como da década de 1930.

Na terceira e última parte, volta-se a atenção para os textos produzidos no ano em que Martin Heidegger assumiu o reitorado da Universidade de Freiburg (1933) bem como em alguns textos anteriores e posteriores que, de alguma maneira, têm relação direta com este período.

Conclui-se, assim, que a liberação de uma outra compreensão política é possível a partir do acesso ao pensamento de Heidegger, desde que exista a disposição em adotar uma compreensão holística de sua obra.

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