Eu não sou ninguém até meus versos vomitar

Por Edmar Silva

Sobre o livro

Eu Não Sou Ninguém Até Meus Versos Vomitar Nesse livro o autor mergulha de cabeça na poesia concreta, usando o jogo de palavras visual, com os dois levando a compreensão da poesia.

Longe de procurar evadir-se da realidade ou iludí-la, pretende a poesia concreta, contra a introspecção autodebilitante e contra o realismo simplista e simplório, situar-se de frente para as coisas, aberta, em posição de realismo absoluto.

O velho alicerce formal e silogístico-discursivo, fortemente abalado no começo do século, voltou a servir de escora às ruínas de uma poética comprometida, híbrido anacrônico de coração atômico e couraça medieval.

Contra a organização sintática perspectivista, onde as palavras vêm sentar-se como “cadáveres em banquete”, a poesia concreta opõe um novo sentido de estrutura, capaz de, no momento histórico, captar, sem desgaste ou regressão, o cerne da experiência humana poetizável.

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