Sobre o livro
DE VOLTA DE GOA – ÍNDIA:
Esta obra como diz o título é o resultado de uma viagem à Índia (Bombay e Panajim – Goa); viagem de estudo realizada no final de 1989, parte de minha pesquisa de pós-doutorado sobre a Epistemologia da Complexidade, com Edgar Morin.
No primeiro volume, em colaboração com José Augusto das Neves Miranda, tratamos da cultura (línguas, artes, sociedade de castras) e das relações entre Oriente x Ocidente, inclusive da sexualidade dionisíaca, como também da Farmacologia e Medicina tradicional – Ayurvédica.
Bem que poderíamos chamar esta obra de ‘Em busca da Goa perdida’.
Por ocasião de minha preparação para este aventura procurei obter informação básicas sobre Goa no próprio Consulado da Índia em Paris; mas nada de informações disponíveis, era como se Goa já não mais existisse para o governo de Nova Deli.
Com a saída dos portugueses o governo indiano estimulou sua ocupação por outras etnias e muitos dos que lá tiveram que emigrar.
Não obstante as dificuldade de comunicação, pela extraordinária diversidade de línguas, esta antiga colônia portuguesa, aparecia como um contexto ideal no qual pudemos ter acesso em português, à esta cultura, tradição e a uma confrontação possível entre modelos de civilização.
Pude encontrar informantes e interlocutores privilegiados que falavam ainda a língua portuguesa, evitando todos os inconvenientes e obstáculos de traduções. De fato lá pude entrevistar descendentes de indianos e de portugueses: intelectuais e herdeiros desta Goa perdida, quase apagada do mapa.
Conheci inclusive algumas famílias tradicionais portuguesas da zona rural e da cidade de Panajim: professores, profissionais liberais e comerciantes. A colonização europeia apresentava diferenças enormes em seus estilos e impactos no Oriente e no Ocidente exigindo um aprofundamento.
Como veremos a presença da escrita (ou alfabeto) na civilização Sânscrita e sua ausência nas Américas, revela-se como variável fundamental nesta Antropologia comparativa. Na Índia o objetivo dos portugueses era fazer comércio enquanto no Brasil como sabemos era a exploração, escravidão.
José Maria Tavares de Andrade, nascido em 1942, estudou: Filosofia, Pesquisa Social, Pedagogia, Sociologia, Linguista e fez doutorado em Antropologia (com Roger Bastide) e pós-doutorado sobre Epistemologia da Complexidade (com Edgar Morin).
É pesquisador na Universidade de Strasbourg (França) coordenando o Seminário de Etnomedicina. Trabalhou na UFPE, Londrina e UFPB, atuando na Extensão universitária (Direitos Humanos e Medicina Tradicional. As outras obras do autor são disponíveis in Amazon.com.br.
José Augusto das Neves Miranda de nacionalidade portuguesa nasceu em Goa, Índia. Atualmente aposentado, foi Professor de Sociologia de Educação na UFPR. Estudou Sociologia na Universidade Católica de Louvain (Bélgica).
Autor de “Psiquiatria em Passos das Minas Gerais” e de artigos como “Crítica aos Fundamentos Epistemológicos da Educação”.
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