equinócios & solstícios: Poemas e ensaio sobre o status ontológico da poesia
Por Plínio Guilherme da Silva FilhoSobre o livro
Em um pequeno ensaio sobre poesia (incluído neste livro), Plínio Guilherme Filho diz que “toda arte intencionada é um curto-circuito na subjetividade. A forma é sua diversidade, sua oferta, seu balcão de bazar e, também, seu dejeto; a poesia – sua identidade. Poesia é o que seca, quando a forma evapora. Arrematando, como ponto de partida: poesia não é uma arte entre as artes: é a sua lógica. ”
Nele, o curto-circuito dura há mais de 50 anos, soltando raras fagulhas que agora se reúnem nesse pequeno livro de poemas. Transitando da poesia caudalosa aos visuais e/ou econômicos poema processo, poema concreto, poema práxis, até o conto curto, Plínio não rejeita nenhuma forma que projete sua visão de mundo, resvalando, inevitavelmente, para o espasmo filosófico do viver/vivido.
E aqui é ele mesmo que se publica e se apresenta, numa antropofagia às avessas que busca devorar a improvável companhia de seus leitores, acreditando que o principal é rejeitar a desculpa de que ninguém lê poesia.
Sobre o Autor
Plínio Guilherme Filho nasceu em 1946 em Cataguases, cidade da Zona da Mata de Minas Gerais, que mantém uma tradição artística e literária a partir do movimento modernista da Revista Verde, nos anos 20 do século passado.
Respirando essa atmosfera, Plínio se integra ao grupo local que edita pequenos jornais literários e participa de movimentos de vanguarda que propõem o poema concreto, praxis e processo, aparecendo esparsamente em revistas e suplementos literários do Rio, São Paulo e Minas Gerais.
É quando nasce seu fascínio pela poesia de João Cabral de Melo Neto e Mallarmé, que perdura ainda que acetinado pelos borbotões criativos de Manoel de Barros e Mário Quintana. Na vida paralela, forma-se em Engenharia na UFMG e depois se especializa em sistemas e computadores pela PUC-RJ.
Na vida latente, partejada de tempos em tempos, lança em 1979 o livro de poemas auto-editado LEÇÕES DI[VI][DI]DAS. De lá pra cá dedica-se a leituras e estudos filosóficos influenciado por um grande mestre (e pouco conhecido) filósofo brasileiro, L.S.C.
Sampaio e, com confessa sobriedade, vai empilhando na gaveta os poemas que agora dali saltam para compor esta pequena obra.
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