O DIA EM QUE NÃO FIZ NADA: (e estive ocupado o tempo todo)
Por Antonio Cesar MartinsSobre o livro
Você já acordou com uma lista simples de tarefas e foi dormir sem ter feito nenhuma delas — mas completamente exausto?
Roberto Almeida também. E este livro é o relato preciso, hilário e perturbadoramente honesto do dia em que isso aconteceu.
Sinopse
Neste sábado de março, com a esposa viajando e o dia todo livre, Roberto tem um plano perfeitamente simples: quatro tarefas, cinco horas, a consciência tranquila de quem cumpriu o que prometeu.
Mas então ele vê a correspondência em cima da mesa.
O que se segue é um colapso magnificamente humano da capacidade de manter o foco — cada desvio completamente razoável no momento em que ocorre, cada distração totalmente justificável.
A busca pelas chaves que leva ao casaco que leva ao escritório que leva à foto de uma viagem que nunca foi guardada. O suco morno que leva à geladeira reorganizada.
Os óculos achados que levam ao quarto de Cláudia que levam a uma memória num acostamento da Rodovia dos Imigrantes, quinze anos atrás, com um carro quebrado e um riso que ficou para sempre.
A tarde que avança. As tarefas que não se movem. O vizinho que lava o carro todo último sábado do mês há trinta e dois anos, com a regularidade de um ritual.
“Me distraio de quê? Estou lavando o carro.”
O Dia em que Não Fiz Nada não é uma crônica do caos doméstico. É o retrato de um homem que, ao longo desse dia aparentemente perdido, se vê forçado a confrontar perguntas que vinha adiando com a mesma maestria com que adiava tudo o mais.
Para onde foi o tempo? O que ele tornou-se? O que a lista não dizia?
E quando Cláudia liga de Campinas — com as palavras da sogra sobre “as coisas bonitas guardadas para depois” — Roberto entende, por fim, que o dia não era sobre o carro.
Por que ler
“Você vai começar a rir. Vai continuar lendo e vai parar de rir. Vai terminar com a sensação de ter ouvido algo que precisava ouvir — sem saber que precisava.”
“A cena em que Roberto e Cláudia falam ao telefone sobre a viagem para Portugal é uma das páginas mais honestas sobre casamento e sobre o tempo que você vai ler.”
“Um retrato cirúrgico da condição humana embrulhado em comédia doméstica. Roberto é falho, adorável e absolutamente inescapável — porque Roberto somos todos nós.”
O que este livro fala:
01 O “Depois” que Nunca Chega.
As coisas bonitas guardadas para quando houver tempo — e o tempo que passa enquanto esperamos.
02 Casamento e Ausência
O que a presença do outro faz por nós — e o que a ausência revela.
03 Dispersão e Identidade
A distância entre quem queremos ser quando acordamos e quem somos quando nos deitamos.
04 Humor como Verdade
O riso que antecede o silêncio — e o que mora nesse silêncio.
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