Sereis Borboletas

Por João Bosco Quintão

Sobre o livro

Tanto o Livro Sereis Borboletas quanto o Ausência trazem textos diversos de cinco ebooks publicados entre 2019 e 2020, além de vários textos inéditos produzidos durante o período de pandemia.

No primeiro livro há uma constante conversa não respondida em palavras, entre o eu lírico e a mulher amada e idealizada. Há várias cartas para Amélia e textos alusivos a diversas fases do poeta, ora mais confiante ora mais entregue a um amor idealizado e quase impossível.

O segundo livro parece ter um aspecto que margeia o espiritual, o metafísico, o transcendente. Às vezes pela atmosfera do momento no qual alguns dos textos foram criados, às vezes, por crença pessoal do autor.

De qualquer forma, nos dois livros, as idas e vindas quase sempre encontram o amor como tema pois, no fundo, não é a taça que se busca, é a boca que a toca, não é o vermute que dá o sabor, é a saliva que o degusta como noite engolindo o céu.

Não é o reflexo na garrafa sobre a mesa, mas os olhares que se dizem, sem o toque das palavras. É essa busca que acaba dando direção a uma grande parte dos textos.

Enfim, os livros são motivados pelo amor, às vezes em falta, às vezes transbordando como os mares sentindo, no vazio, o puxão invisível da lua.

SOBRE O AUTOR João Bosco Quintão é Mestre em Letras pelo Instituto Federal do Espírito Santo. Professor e especialista em Leitura e Produção de Texto pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, professor da rede pública municipal e estadual em Minas Gerais.

Desde criança vasculha o céu em busca das estrelas. Deitado no chão do quintal, na rede ou na calçada da casa onde morava, João se viu poeta de coração apaixonado. As letras lhe vieram cedo, no grande incentivo do pai, Moisés, leitor assíduo dos mais variados jornais e revistas.

Desde a adolescência era destaque nas produções de texto e nas poesias produzidas enquanto aluno do Colégio Tiradentes da Polícia Militar. Gosta de desenhar e pintar, mas vê na produção de texto literário, sua maior catarse.

Na Academia Valadarense de Letras ocupa a cadeira 26, e tem como patrono o grande poeta Vinícius de Moraes, desde 2006, quando foi aceito como membro efetivo da ilustre confraria.

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