UM GRITO PRESO NA ALMA

Por MARCOS AVELINO MARTINS

Sobre o livro

112º livro do autor, sendo outros 110 deles publicados na Amazon.Alguns trechos:

“Olho para seus olhos indecifráveis, Nos quais não consigo ler seus sentimentos, E fico tentando em vão adivinhar Se você às vezes sonha comigo…”

“De meus olhos tristes Não sabes a razão, E parece que sequer imaginas, Então, por que te preocupas Com essa sombra que paira Sobre meu olhar, Se os teus olhos são cegos E os teus ouvidos surdos?”

“Foi bem ao pôr do Sol Que ela me disse, Com lágrimas no olhar: ‘Adeus, meu amor!’ E foi então que a noite desceu, A escuridão se instalou E nunca mais foi embora…”

“E nessa história, o último capítulo Foi dedicado às ausências, Mas nem mereceu algum título, Apenas tristes reminiscências.”

“Foram poucas horas, jamais repetidas, Não sei por que, se foram tão incríveis, E deixaram tantas marcas profundas, Pois, mesmo se eu vivesse mil vidas, Ainda lembraria de seus beijos inesquecíveis, Em minhas memórias poéticas e fecundas…”

“Às vezes, eu me quedo pensando Na efemeridade das coisas que me circundam, E, enquanto vou divagando, Meus neurônios de versos me inundam…”

“Essa membrana que o tempo despedaçou Deixou recordações, frágeis como ela, Que não deixaram sombras de extintas paixões, Olho no espelho, e não reconheço quem sou, Quem é esse vulto do lado de fora da janela, Será um fantasma de minhas perdidas ilusões?”

“Nossa aventura pouco durou, Sou um pássaro abatido Em pleno ar, Que no chão desabou, Ao sobrevoar o fruto proibido, Que sequer chegou a provar…”

“As rimas deste poema só aparecem Quando estou com você, Pois, quando estamos distantes, Sou apenas um poema sem rimas…”

“De negro vestiram-se Até as luzes de neon, Minhas alegrias despediram-se, Acabou-se tudo o que era bom.”

“Ela se foi devagar, Um pedaço de cada vez, Lentamente a se apagar, Até que inteiramente se desfez.”

“E, nessa realidade paralela, Quase não a reconheço, Como se não tivéssemos nos amado, E ela não me houvesse deixado”

“Então, minha vida vazia Encheu-se desse acalanto, Que nos enxugou todo o pranto, Mudando o destino perverso, Pois o que era um simples verso, Cresceu, e virou Poesia.”

“Um dia, eu me encantei Com alguém que amava o verão, E os sonhos que com ela sonhei Eram repletos de doce ilusão, Mas logo o verão terminou, E, assim que começou o outono, Aquele sonho louco acabou, E colecionei mais um abandono…”

“Se for bom demais, Talvez possamos repetir Por algumas vezes, Mas não espere sucesso Nesse seu investimento, Pois não lhe dará retorno, A não ser numa cama, Ou num copo vazio, No qual você tenha afogado Todas as suas ilusões…”

“Tenho tantas questões A serem respondidas, Tantas canções Sobre paixões não correspondidas, Tantas histórias para contar, Tantos versos, Para serem lidos sob o luar, Em múltiplos Universos,”

“Todas as dores E horrores Desse mundo Imundo Estão expressas, Para sempre impressas, Em seu olhar, E estão nele a bailar,”

“Mas tudo o que restou Daquele amor desalmado, Naquele verão que jamais terminou, Foram essas vorazes recordações…”

“Onde foi parar aquela alegria que havia, Que junto com você, veio comigo morar? De qual recôndito de mim fugiu aquele sonho, Que súbito partiu não sei para onde? Onde foi que se refugiou a doce Poesia, Que de repente resolveu de mim se ausentar? Por que não consigo soltar esse grito medonho, Que no fundo de minha alma se esconde?”

“Tenho visões do futuro E de um passado distante, Que súbito se misturam, Em algum conto obscuro, Ou quiçá delirante,”

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