Sobre o livro
Ambientado nos anos 1930, Cadafalso acompanha o percurso de duas judias ortodoxas, Malka e Eva, que partem da Polônia para o Brasil em busca de uma nova vida e se deparam com um período turbulento de repressão policial e perseguição política praticados pelo governo de Getúlio Vargas. A estrutura do romance – o primeiro do roteirista e escritor Roberto Elisabetsky – mescla figuras e eventos reais da história a personagens ficcionais.
Roteirista e autor do livro de contos “A última coisa” (Terceiro Nome, 2015), Elisabetsky começou a escrever o romance determinado a ambientar o enredo em um momento histórico de mudanças políticas ostensivas por todo o mundo.
“As personagens centrais são mulheres que são vítimas de diversas forças de opressão, dentro e fora da comunidade a que pertencem.
Malka, por exemplo, é ostracizada na Polônia por não conseguir provar que seu marido havia morrido na Guerra”, e essa foi uma das razões de sua decisão de vir para o Brasil, conta o autor.
O tempo histórico retratado – a década de 1930 – inclui a revolução que levou Getúlio Vargas ao poder, a Revolução Constitucionalista e a tentativa do levante comunista no Brasil planejado pela União Soviética. Nesse contexto, figuras públicas, como Olga Benário e Luis Carlos Prestes, passam pela obra.
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