Laço social na relação professor e educando autista: uma leitura possível na interface Psicanálise–Educação

Por Maria José Gontijo Borges

Sobre o livro

participantes professoras da SEEDF que atuavam com estudantes autistas. Para a investigação, lançou-se mão, também, da escrita da memória educativa, utilizando-a como dispositivo de pesquisa que possibilita ao professor revisitar seu passado e suas experiências acadêmicas e profissionais.

Tais vivências podem vir a repercutir no processo de estabelecimento de laços com o educando, fortalecendo-os e/ou fragilizando-os, ao mesmo tempo em que permitem ressignificar sua prática pedagógica, para que sejam mais bem compreendidas e articuladas, ainda que diante dos desafios em contexto de pandemia pela necessidade de se reinventar quanto ao uso das tecnologias digitais.

Os dados analisados confluíram para a importância e relevância da implicação docente no ato educativo, do olhar atento, da acolhida e do atendimento da demanda do educando autista, considerando suas peculiaridades e sua singularidade, que podem possibilitar a constituição de laços, a inclusão escolar e a inscrição de marcas psíquicas que ultrapassam tempo e espaço.

Pôde-se perceber que o estabelecimento de laços com o aluno envolve, também, o enlaçamento familiar, considerando a importância do investimento da família no processo educativo, na inclusão e no estabelecimento de vínculos da pessoa autista.

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