”O ESPELHO DO SAARA’: O OCEANO DE AREIA (histórias do mundo)

Por daisy Aguinaga d'Eibar

Sobre o livro

O Saara nem sempre foi deserto. Há milhares de anos, era verde. Quando ele secou, “empurrou” as populações para o sul e para o norte. O deserto virou um muro, mas um muro atravessável apenas pelos “navios do deserto”: os camelos. A expansão árabe parou na franja sul do deserto (o Sahel).

Isso criou uma divisão religiosa e cultural: o Norte tornou-se parte do mundo islâmico, enquanto o Sul manteve suas religiões tradicionais e, mais tarde, recebeu o cristianismo. . Em Berlim, homens que nunca pisaram no Saara sentaram-se em volta de uma mesa com mapas e réguas.

Ali, a África foi “partilhada”. Eles desenharam linhas retas através de reinos, tribos e ecossistemas. O colonialismo europeu consolidou a ideia de que o Norte era “branco e civilizável” e o Sul era “negro e selvagem”.

Criaram-se as administrações coloniais que separaram administrativamente o Mediterrâneo da Savana. O Saara foi finalmente declarado um muro oficial. A razão da “divisão” da África em dois mundos não é a areia; é a história da exploração que usou a areia como desculpa.

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