A Ordem Martinezista Haitiana

Por BABU Marcelo Ramalho Gomes

Sobre o livro

Resumo da Ordem Martinezista do Haiti

A Ordem Martinezista do Haiti, mencionada por Marcelo Ramalho Gomes (Tata Kimbanda Marcelo de Aluvaiá), surge como uma ramificação espiritual e iniciática ligada às tradições esotéricas de Louis-Claude de Saint-Martin (o Filósofo Desconhecido) e de Martinez de Pasqually, adaptada e preservada no contexto caribenho, em particular no Haiti, onde dialoga diretamente com o Vodu.

Iniciação e Contexto

Marcelo foi iniciado através de Paulo José Tuasca, sacerdote da Casa do Vodun localizada na Rua Urbano Duarte, 78, no bairro da Casa Verde, São Paulo. Paulo Tuasca era zelador da casa e sacerdote de várias tradições afro-diaspóricas:

Kimbanda Malei (linha de Exu Rei – Maioral),

Nação Jeje Mahi e Jeje Mina,

Culto Vodu Petro, especialmente dedicado a Legbá.

Além disso, Tuasca era membro da Ordem Martinezista do Haiti, responsável por transmitir ao discípulo brasileiro não apenas o legado da Kimbanda e do Vodu, mas também a dimensão iniciática martinista-caribenha.

Características da Ordem

A Ordem Martinezista do Haiti combina a mística martinista europeia com a força espiritual do Vodu haitiano, resultando em uma tradição sincrética e profundamente espiritual.

O foco é a reintegração do homem ao divino, herança direta dos ensinamentos de Martinez de Pasqually, mas aqui reinterpretada dentro do universo simbólico caribenho, no qual entidades como Legbá servem de guardiões do limiar iniciático.

A prática é reservada, transmitida de mestre para discípulo, e não amplamente divulgada, mantendo o caráter iniciático, secreto e seletivo.

Missão Espiritual

A experiência da Ordem Martinezista do Haiti transmitida a Marcelo reforçou uma visão universalista e integradora das tradições espirituais, permitindo unir:

o esoterismo ocidental (martinezismo e martinismo),

os cultos afro-brasileiros e afro-caribenhos (Kimbanda, Vodu),

e uma postura de respeito legal, cultural e religioso, como reafirmado no texto, em consonância com a Constituição Federal do Brasil.

Síntese

A Ordem Martinezista do Haiti, vivenciada através da iniciação recebida de Paulo Tuasca, representa um elo raro entre o martinezismo europeu e o espiritualismo caribenho, preservando a herança iniciática da tradição martinista em diálogo com o Vodu.

Esse caminho abriu para Marcelo Ramalho Gomes uma jornada de prática solitária, mas enraizada no compromisso com a espiritualidade, a preservação da tradição e o auxílio aos necessitados, sempre dentro da legalidade e dos bons costumes.

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