Sobre o livro
- Enemies to Lovers + College/University Life + LGBTQ+ Romance + Forced Proximity + Identity & Self-Discovery
A universidade não comete erros — comete atrocidades burocráticas. E foi uma dessas, respaldada por planilhas e e-mails ignorados, que colocou Wendy McCarthy no mesmo quarto que Taylor Carrington.
Wendy entrou no dormitório 0447 acreditando que dividiria o quarto com uma garota. E deu de cara com um cara. Um cara de verdade. Alto, de ombros largos, barba loira rala, expressão entediada e um pôster dos Eagles pendurado na parede errada.
Ela surtou. Gritou. Xingou cada letra do nome da universidade. E Taylor? Taylor só olhou com desprezo. Aquela loirinha histérica era tudo o que ele não precisava. Franjinha perfeita, boca carnuda, língua afiada, energia de tempestade. Tudo nela era barulhento, exagerado, irritante.
Principalmente a voz — que parecia um alerta de incêndio programado pra disparar toda vez que ele deixava uma toalha molhada na cadeira ou esquecia de guardar os livros.
Dividir o mesmo quarto virou uma guerra fria. Só que sem diplomacia. Só trincheiras e bombas nucleares. Livros riscados de propósito. Discos arranhados com tesouras. Lâmpadas trocadas por luzes roxas. Roupa íntima pendurada em lugar estratégico. Uma competição velada por cada centímetro de território. E ainda assim… eles dormiam a dois metros um do outro.
Ela deitada virada pra parede, sussurrando palavras de ódio. Ele com os fones no ouvido, desenhando rabiscos que ele nunca mostraria. Uma tensão tão densa que dava pra cortar com uma faca de pão. Disputavam notas, argumentos, espaço no espelho, o direito de existir sem se engolirem vivos.
Mas o que nem Wendy nem Taylor sabiam — o que nenhum dos dois admitia nem sob tortura — era que por trás das armaduras afiadas, das provocações e dos olhares de desprezo, havia uma curiosidade involuntária. Um desejo enterrado sob camadas de raiva. Uma fagulha que resistia aos gritos e se alimentava do silêncio entre uma briga e outra.
O dormitório 0447 virou um campo minado. Mas também, talvez… o único lugar em Yale onde eles podiam ser, sem querer, verdadeiros.
E quando a poeira da guerra baixar, talvez descubram que as cicatrizes mais profundas não foram feitas por livros rasgados. Mas por tudo o que esconderam de si mesmos — e um do outro.
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Faça a leitura online do livro Dormitório 0447: Meu colega de quarto é Trans!, escrito por Cauê Victor. Esse é um trecho gratuito disponibilizado pela Amazon, e não infringe os direitos do autor nem da editora.













