Mentora: A figura feminina como líder de transformação
Por Pattricia FléuriSobre o livro
“Em um supérfluo dia em que você apenas quer viver tranquilamente, e é provocado!” @Pattricia Fléuri
“MENTORA é o meu primeiro romance que vem explorar, exaltar e repaginar o efeito empoderador em que milhares de mulheres de diferentes idades e contextos, estão emergindo através de conexão sublimadas por um despertar da consciência em razão à existência física, espiritual, financeira e mais, dotada por experiência extraída da Lei da Atração, Reprogramação Neurolinguística, Mentalidade Quântica e dentre outras esferas programáticas.
Para essas mulheres, empoderadas do dia a dia, eu dedico este romance!”
PREFÁCIO
Não sei o que pensar, sonhar, ou fazer para reagir. Estou naquela fase em que pouco importa o que eu penso ou o que os outros pensam sobre mim; estou sobrevivendo ao caos da vida.
Cresci acreditando que minha vida daria uma reviravolta quando eu menos esperasse. Mas isso não está acontecendo. É possível aceitar que estou vivendo um drama ou uma trama de conflitos internos que nem uma terapia seria capaz de se opor ao tédio e ao declínio que estou sentindo?
É véspera do meu aniversário. Aqui estou, completando 32 anos sem ter presenciado o grande presente da vida. Só de pensar que amanhã é o meu aniversário, já me bate a tristeza de imaginar que mais um ano será somado à minha triste realidade, conflitante entre o meu real e o meu destino. Afinal, as memórias que tenho de todas as minhas célebres comemorações são de ilusões tangíveis que não se traduzem em realizações.
Esqueci de me apresentar: Sou Anya Rios! Como dito, estou prestes a completar 32 anos. Sou filha de Sônia e Márcio, e irmã mais velha de Luyza Rios.
Você pode achar que tenho depressão, não é mesmo? Que sou uma idealizadora suicida e que esta minha história irá percorrer por atos de negligência à vida. Mas não, não sou uma idealista suicida, até porque não busco a morte, busco a vida.
E a vida que busco não é feita das ilusões superficiais que o século XXI insiste em nos impor. Não vivo em um mundo de pobreza, mas de grandes posses materiais que, a meu ver, não passam de bens que nos permitem sobressair no mundo capitalista, mas não no nosso mundo íntimo.
Não estou disposta a buscar uma religião para concentrar a minha percepção sobre eventuais culpas que você acha que eu carrego por não ser grata por tudo que tenho. Esse efeito trágico não faz parte do meu ego. Deus, para mim, é o ápice da conexão entre os seres, mas ainda não o encontrei. Talvez porque não o procurei, ou porque não fiz questão de encontrá-lo, já que estou sempre indisposta a pensar em uma maneira de provocá-lo.
Detesto pensar que a religião impõe ao homem a culpa sobre os pecados, rebaixando-o e punindo-o o tempo todo, como se Deus fosse cruel e vingativo. Por vezes, entrei em uma igreja e, como tal, a comercialização de Deus não faz sentido no amplo significado da palavra “Deus”.
Deixei minha vida ser contada por este livro sabendo que não irei agradar a todos, e nem mesmo sei o que se dará no final desta história, já que estou me desafiando a ser quem sou durante um ano da minha vida, configurada até o momento em que não estou tendo nenhuma reviravolta que me levará a entender o que estou procurando: viver!
Tenho uma rotina muito severa: alimentação saudável, exercícios físicos diários, estudo intenso para não deixar nenhum erro prejudicar o negócio da família, amigos restritos para não me afastar dos meus compromissos, intolerância ao medo e, de tudo, o que me faz ser quem sou: o perfeccionismo. Nada sai do meu controle, exceto a minha mente idealizadora.
Sou bonita? Para o espelho, sim. Para a minha autoestima, não. Como disse: sou perfeccionista…
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