TEKOHA: Em busca da terra Sem Males. Genocídio do povo Kaiowá

Por Antonio Guimarães

Sobre o livro

Em um acampamento a beira da estrada, na divisa entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, famílias indígenas da etnia Kaiowá lutam pela retomada de suas terras tradicionais, o Tekoha, a Terra sem Males. A velha Kunã Tata, que significa Mulher do Fogo, com mais de cem anos é Nandesy, uma xamã.

Cria um Urubu desde filhote e conversa e entende a ave. Kunã Tata possui uma bisneta de treze anos, Narã Poty, Flor de Laranjeira, que está apaixonada pelo jovem Itakara, de dezessete anos. Porém esse namoro é proibido pelos mais velhos e os pais dos jovens, dizem que há um feitiço.

Mas há um mistério entre os jovens.

No acampamento os indígenas sofrem fome, falta de água, moram em malocas de lona preta e palha e assustados por tiros a noite de jagunços do fazendeiro, que é deputado federal e ruralista, contra os indígenas e posteriormente nomeado presidente da Fundação Nacional do Índio.

Narã Poty e Itakara combinam em fugir, pois estão apaixonados, apesar da proibição das famílias. O amor impossível de Narã Poty e Itakara encontra a maldade do Karaí, do Homem Branco. Isso provoca a ira e ódio da velha Kunã Tata, que possui poderes de xamã.

A narrativa relata o poder do amor em meio à tragédia, costumes indígenas, a cultura Kaiowá e o Genocídio.

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