OS SIGNIFICADOS DAS PAISAGENS QUE CRIAMOS COM OS GARIMPOS

Por Luiz Pacheco

Sobre o livro

Neste livro, reflito sobre a mineração artesanal dentro do campo da arqueologia do passado recente. Discuto a criação das paisagens pelos envolvidos na extração mineral e por quem não atua diretamente, mas é responsável devido à dependência aos produtos dos garimpos.

Abordo a exploração de três minerais: o carbonado, utilizado na mineração industrial e construção das grandes cidades até meados do século XX; o quartzo, que satisfaz os consumidores de aparelhos que funcionam com microprocessadores e/ou lentes, pincipalmente no período recente; e os diamantes, sempre destinados ao mercado de ornamentação.

O aproveitamento das fontes locais, de um tema raramente estudado, ressalta a potencialidade da pesquisa etnográfica para a produção de informações sobre práticas sociais apagadas na escrita da história.

Enfatizo que há inacessibilidade aos minerais não apenas devido às distâncias entre a área fonte e os povoados, pois a entrada no garimpo exige aceitar as condições materiais da vida local.

Ficará diminuta a visão do garimpo apenas como local da riqueza rápida, dada a recorrência do trabalho permanente que caracteriza o modo de vida de quem cuida da família com ganhos da venda dos minerais.

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