Sobre o livro
Este início de milênio cria uma nova ditadura. O políticamente correto. De repente, existe uma só forma de encarar tudo e isso, faz com que nos tornemos bege. O que antes era decorrência de educação e bon senso, hoje é obrigatório e, em tempos de mídias digitais, aquele que não conseguir equilibrar-se na corda bamba, é execrado, ostracizado e marginalizado.
Por exemplo: neste livro refiro-me ao homo. Não escrevi homem, porque é politicamente incorreto; não escrevi mulher, pois se a lógica vale para um, deve valer para o outro. Não escrevi they, porque acho ridículo e não conheço os conectores gramaticais adequados.
Daí, opto por homo, de homo sapiens sapiens. E sou alertada que homo também não seria politicamente correto, por ser uma forma -hoje- pejorativa de referência a homossexuais. Tenho que usar toda minha capacidade de ponderação e opto pela posição científica. Daqui por diante, fica homo.
A proposta deste livro, é exatamente a reação do homo à mudança.
Em um primeiro momento, há um processo involutivo. Foi assim com a escrita, com a prensa de Guttemberg e está sendo assim com a internet. A magnitude das possibilidades que a internet encerra assustam nosso cérebro reptiliano, que assusta nosso sistema límbico, que apavora nosso neocórtex.
No livro Being Data, apresento uma nova perspectiva, na abordagem do Big Data. Bege é alicação prática do Being Data.
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