Sobre o livro
Este livro não é um ataque à Divindade, ao Supremo, mas uma bem humorada crítica aos escribas e copistas que transformaram o texto original, escrito e falado, num conjunto de historietas que, hoje, desafiam o bom senso.
Aos olhos da modernidade, diante da Filosofia, da Ciência, da Moral e da Ética, tais fatos – bizarros, medonhos, fantásticos – jamais poderiam estar incluídos numa literatura sagrada!
Durante milênios, rabinos e teólogos foram aprimorando variadas interpretações do Velho Testamento, por meio de piruetas literárias, até com muita sofisticação, para que – de fato – o texto continuasse como “inspirado” pela Divindade.
Muitos fatos bíblicos, todavia, despertam um sorriso de complacência em bilhões de pessoas. Poucos que ousaram desafiar o trono clerical terminaram na fogueira. A partir da época de Voltaire as vozes críticas ergueram-se, com vigor.
Em 1882, Léo Taxil lançou a bem humorada história-em-quadrinhos “La Bible Amusante” que, agora, atualizada, é “A Bíblia muito, muito engraçada”.
O livro, originalmente excomungado pela Igreja Católica, mostra, com as 400 ilustrações, que tais historietas foram úteis na antiguidade, mas a Humanidade progrediu a passos largos e, hoje, o estudioso pode e deve separar o joio do trigo, para melhor aperfeiçoar sua Fé no Criador.
Afinal, o próprio Deus jamais proibiria o bom humor.
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