Otelo, de Shakespeare: a inveja destrói pessoas, famílias e organizações (Coleção Quasar K+ Livro 11)

Por Antônio Carlos dos Santos

Sobre o livro

Em “Otelo – a inveja destrói pessoas, famílias e organizações”, Antônio Carlos examina a obra de Shakespeare à luz das consequências que a inveja ocasiona, tanto em nível de indivíduos como de seus familiares, mas, sobretudo no plano das organizações, impactos que, via de regra, podem levar ao debacle das instituições.

A inveja é um sentimento que, necessariamente, relaciona-se com o outro; ocorre quando uma comparação evidencia a ausência – no observador – de um bem material ou de uma qualidade existente na pessoa considerada.

Pode se manifestar de diferentes formas, as consequências, porém, são as mais perversas, incontroláveis sensações de angústia e raiva, alimentando explosivas expectativas de obter as qualidades ou os bens cobiçados.

Este livro está dividido em cinco capítulos.

No primeiro, a peça teatral – “Otelo, o mouro de Veneza” – é analisada à luz dos estratagemas utilizados por Willian Shakespeare para discutir questões candentes que perpassam tanto o século XVII como o atual, o XXI: o desejo, o ciúme e a inveja; as discriminações em relação ao imigrante; a cultura e os preconceitos raciais; os processos que estruturam a comunicação; e as profundas mudanças que abalavam as estruturas da Europa medieval – e as que hoje estremecem a vida moderna.

Na época em que Shakespeare viveu, o mundo experimentava violentas transformações, não com a velocidade das que hoje se verificam, naturalmente, mas tão importantes e profundas quanto.

No século XVII, imperava o modelo econômico baseado na agricultura e a organização – inclusive política e social – assentava-se sobre a nobreza.

O comércio, porém, foi se fortalecendo, de modo que a burguesia passou a se responsabilizar pelos gastos e investimentos do império, sem, contudo, dispor do reconhecimento e do prestígio social.

Neste período, os campos político e econômico passaram a ser dominados por diferentes atores. A nobreza já quase nada representava do ponto de vista econômico, mas preservava, com mãos de ferro, o poder político. O contrário ocorria em relação à burguesia, que – apesar de ter se elevado à condição de novo sustentáculo econômico do sistema – continuava desprovida de poder político.

Esta é geralmente a grande equação capaz de levar às rupturas estruturais: poder econômico em uma extremidade e poder político na outra. Foi rigorosamente o que aconteceu na Europa, com uma tempestade de revoluções varrendo o continente.

A Inglaterra, precisamente, experimentava transformações que, pouco mais adiante, levariam os ingleses a liderar a revolução industrial fazendo do Reino Unido uma das grandes potências mundiais.

O segundo capítulo do livro aborda especificamente a inveja, sentimento utilizado pelo bardo inglês para conceber Iago, o antagonista que personifica um dos maiores vilões da literatura universal.

Em profundidade, Antônio Carlos aborda a cobiça, a ambição, os desejos desenfreados e os impactos desses sentimentos na produtividade das organizações – públicas e privadas -, destacando aspectos como a meritocracia, a fisiologia, o tráfico de influência, a sacralização das lideranças dissimuladas, e as disfunções do aparelho de estado.

Nos terceiro e quarto capítulos, a obra de Shakespeare é utilizada como referência para o autor discutir três importantes questões que estão no centro das preocupações do homem contemporâneo: que relações guardam a meritocracia, o desenvolvimento e a organização do Estado na sustentabilidade das pessoas, das famílias e das organizações?

Finalmente, o quinto capítulo traz o texto original de Shakespeare para que o leitor sorva o que de mais genial e sublime pôde a pena do maior dramaturgo de todos os tempos produzir.

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