O Caminho das Montanhas: uma metáfora da compreensão humana

Por Felipe Souto

Sobre o livro

Montanhas são lidas neste livro como toda forma de experiência e de interpretação que o ser humano faz.

O caminho da montanha revela-se como um caminho do descobrimento da verdade da experiência no ambiente das vivências de sujeitos que são históricos e carregam consigo estruturas de compreensão herdadas por uma tradição que se articula pela linguagem. Diante disso, o que é uma montanha?

Ou, o que é a experiência da realidade? É dessas questões que o autor parte da filosofia hermenêutica para compor uma estória da vida comum e mostrá-la como reveladora da potência interpretativa que está no seio da existência humana como aquilo que caracteriza o ser do homem, isto é, a hermenêutica.

A tese é, portanto, de que a montanha é, no fim, sempre nós mesmos. Ao falarmos sobre ela, dizemos mais sobre nós do que dela mesmo, já que é sempre o modo como somos afetados e dizemos as coisas que implicam a nossa compreensão e, também, o nosso compartilhamento de mundo.

Portanto, tudo o que podemos colher das múltiplas perspectivas é a diversidade que marca a linguagem do mundo contemporâneo. Ninguém é dono da montanha, mas cada pessoa forma para si a sua própria montanha.

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