Sobre o livro
Ponty, que tem esta integração como um de seus métodos de trabalho, escolheu a pintura de Oscar Araripe uma das mais líricas da nossa arte. A pintura de Araripe tem a convicção de que a virtude da arte não é a aparência e que as suas flores, por exemplo, são memórias da emanação da perfeição.
Não as flores, mas a flor primordial. E não a flor primordial, mas a memória da flor primeira que não foi vista, mas sentida. É a razão pela qual as flores das pinturas de Araripe são a memória da emanação da flor primeva que, na verdade, jamais foi vista, mas que o poeta pintor sabe como evocá-la.
É neste mundo de aparências, memórias, evocações, que o poeta Eric Ponty, por sua vez, a cada momento, mergulha nesta seara tão rica e rara, a de se integrar à obra criada de outro artista para deste contato intimo nos apresentar uma renovada lírica, tão original e envolvente.
Em nós este diálogo e empatia entre formas de gêneros diferentes provoca a alegria do encontro, pois estamos convidados a conviver com este momento tão raro, o do nascimento da forma. Jacob Klintowitz
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