Menino Diamantino

Por Nicolas Behr

Sobre o livro

Sou filho de Anatol e Therese, que, entre 1959 e 1968, moraram na antiga Fazenda Amolar, hoje Fazenda Baroneza, no município de Diamantino, Mato Grosso. Nasci em Cuiabá, no dia 5 de agosto de 1958, indo morar na Fazenda São João, no mesmo município, onde papai trabalhava.

Diamantino é uma das mais antigas cidades de Mato Grosso, tendo sido fundada em 1728 por bandeirantes paulistas. Estudei o primário nessa cidade, juntamente com meu irmão mais velho, Miguel, como interno no Lar do Menor, mantido pelos padres jesuítas. Fui coroinha.

Meu irmão menor, Henrique, nasceu em Diamantino em l965. Na época, a cidade tinha cerca de 4 mil habitantes, chegando hoje a cerca de 20.000. Em 1968, nós nos mudamos para Cuiabá onde estudei o ginásio, na Escola Técnica Federal de MT. Em 1974, a família mudou-se para Brasília, onde vivo até hoje.

Mantenho profunda ligação com Diamantino, como este livro atesta. A infância é a única pátria do poeta, dizia Rilke, escritor alemão. Em Brasília, a partir de 1977, comecei a escrever e publicar meus livros de poesia. Trabalhei, a partir de 1980, em agências de propaganda, como redator.

Nos anos 80, ecologista, participei da criação de várias entidades de defesa do meio ambiente, tendo como hobby o cultivo de plantas. Em 1990, abri meu próprio negócio: o Viveiro de Mudas Pau-Brasília, especializado em mudas nativas, palmeiras e frutíferas.

Sou casado com Alcina Ramalho, desde 1986, e tenho três filhos: Erik (1990), Klaus e Max (gêmeos, l992), ilustradores deste livro, todos alunos do Colégio Arvense, em Brasília, DF.

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