Meu Rubaiyat

Por Aurélio Pinotti

Sobre o livro

“O número de poemas atribuídos a Omar Khayam (Khayyám?) (1048?-1131?) e reunidos no Rubayat (Rubáiyát?, Robāʿiāt-e?) varia entre 1200 e 2000, e a distância entre as diferentes traduções muitas vezes é maior do que a que separa Naishapur de Londres.

É provável (e muito plausível) que alguns dos poemas deste livro sejam traduções de textos escritos vários séculos mais tarde por imitadores (mas não necessariamente diluidores) de Khayam.

O quarteto rimado que hoje associamos a um único poeta persa foi praticado por centenas de outros autores cujos nomes se perderam ou se abrigaram sob a generosa sombra de Omar (que, como Homero, é um nome que oculta inumeráveis identidades).

Tentei recriar em minhas versões para o português a tensão entre a forma fixa (o Rubaiyat, afinal, é um conjunto de rubai, quarteto que tem a mesma rima no primeiro, segundo e quarto versos) e a audácia imaginativa e heterodoxa de Khayam, capaz de questionar radicalmente as certezas metafísicas da sua época.

Tentei preservar também o caráter aforístico, quase proverbial, da obra, que muitas vezes se enuncia como uma sabedoria enganosamente transparente e universal”.

Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.

📄 Salvar PDF

Avaliações dos leitores

Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.

⭐ Reviews dos leitores