Jurisprudencialismo e Idiomas Vizinhos: Diálogos com Castanheira Neves

Por Francisco Amaral

Sobre o livro

Como todas as Obras maiores, o pensamento filosófico-jurídico de António Castanheira Neves impõe-se-nos com o esplendor matinal de uma luz branca, capaz de estimular uma dinâmica de receção infinita e de estabelecer um luminoso (mas nem por isso menos exigente) diálogo com outras vozes e outros discursos (e com os prismas de refração-decomposição que estes geram).

Esta referência directa a um conhecido dictum de Arvo Pärt (invocando uma luz branca que contém todas as cores) faz especial sentido quando nos confrontamos com a presente monografia e com o espectro de vinte autores (dos dois lados do Atlântico) que lhe dá vida.

Os ensaios agora reunidos percorrem na verdade dimensões capitais dessa Obra e da concepção jurisprudencialista do Direito que esta propõe, mas assumem perspectivas e frequentam fronteiras muito distintas (quando não discutem diversas projecções na realidade e no seu law in action), garantindo assim à «imagem» do conjunto o sentido e a autenticidade (mas também a produtividade) de uma conversação responsável.

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