Sobre o livro
O ser é amorfo – o corpo é que tem formas e se deforma.
O ser é amorfo, mas extremamente sensível e, mesmo sem formas, reconhecível – fale ou silencie.
O ser é amorfo e, no entanto, mais variado que todas as formas.
O ser é interior.
E o ser está em tudo que captura – “retenho no coração”.
“Não é com espelhos que me abismo”, diz o poeta, pois, “a imagem não altera o espelho”, nem se altera “no espelho”. “Altera-se” no ser.
“Não é com espelhos que me abismo / É com o que vivo…”
“Abismo”: espanto, assombro… As profundezas em que o ser se lança, e luz: obscurece, ou se ilumina.
“…tudo que retenho no coração”.
“Não é com espelhos que me abismo /
É com o que vivo –…”
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