”Deus, Pátria, Família”: A politicidade do cotidiano e a centralidade de gênero num mundo em rede

Por Emmanuella Denora

Sobre o livro

Nesta obra, Emmanuella Denora propõe uma ontologia política do presente, que desmonta o senso comum sobre o fascismo contemporâneo.

Longe de uma leitura puramente econômica ou institucional, o fascismo é aqui compreendido como um fenômeno moral, afetivo e relacional, cuja centralidade é a pauta de gênero como catalisadora de medos, ansiedades e alianças políticas autoritárias.

O texto costura feminismos, teoria crítica, subjetividade neoliberal, democracia liberal e Direito, para demonstrar como a imaterialidade dos afetos — sobretudo os articulados em torno da moral familista, da masculinidade normatizada e da “ideologia de gênero” — serve de sustentáculo para a reorganização fascistizante de sociedades ditas democráticas.

Em tom ensaístico, a autora enfrenta o desafio de nomear o que ainda escapa à linguagem jurídica e institucional: a fusão entre moral religiosa e política pública; o papel do cotidiano como espaço de produção de subjetividade e poder; e a urgência de refundar o projeto democrático a partir da diversidade.

Esse livro não apenas teoriza sobre o fascismo — ele propõe enfrentá-lo.

Com coragem, Emmanuella Denora convoca a leitora e o leitor a repensar os limites da democracia liberal e a refundar a linguagem da cidadania a partir de um horizonte plural, laico e afetivo.

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