O Gênero de Deus: Como o Patriarcado Roubou o Sagrado Feminino
Por Vitor SantosSobre o livro
As Religiões São Machistas? Antropologia e a História Profunda
O debate sobre o machismo nas religiões não começa nos templos, nem nos textos sagrados de dois mil anos. Ele começa no princípio da civilização.
Este livro propõe uma investigação radical que desenterra o machismo religioso de sua camuflagem de “tradição” e o expõe como uma estrutura social que foi assimilada e santificada ao longo dos milênios. Não se trata de um erro de interpretação, mas de uma profunda inversão de poder.
A jornada se inicia na História Profunda, com o resgate da Deusa Mãe – a figura ancestral que celebrava o Ventre Sagrado e a Geração da Vida. Analisamos o momento em que o divino era imanente, matéria e feminino, e por que a Primazia do Corpo Feminino foi o alicerce do sagrado primordial.
A grande ruptura é traçada: como o advento do Ferro, do Arado e da Espada levou à Grande Transição, deslocando o sagrado da fertilidade para a força física. O patriarcado, ao se consolidar socialmente, encontrou na religião o seu espelho mais poderoso, transformando a Pluralidade Matrifocal na Unidade Masculina e inaugurando o Patriarcado Divino.
O livro mergulha, então, na Codificação do Machismo nos Textos Sagrados:
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O Gênesis sob Escrutínio: Analisamos o Paradoxo da Igualdade e da Subordinação na Criação da Mulher, questionando se a “Costela” (Tselá) representa inferioridade ou paridade, e como o Mito de Adão e Eva se tornou a chave teológica da Culpabilização Feminina.
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Tradição, Contradição e Contexto: Exploramos as Passagens Problemáticas nas Cartas Paulinas, a Voz Silenciada no Novo Testamento e a aplicação das Leis e Regulamentos no Judaísmo e Islamismo.
A última parte do livro confronta o presente, expondo o Teto de Vidro Religioso que exclui mulheres das hierarquias de poder. Discutimos as consequências dessa exclusão na Doutrina e Decisão e revelamos o Elo Fatal que conecta a Teologia Machista ao Controle do Corpo e da Sexualidade, impactando diretamente questões de Aborto, Divórcio e Direitos LGBTQIA+.
Em contraponto, a obra apresenta a resistência: o Grito da Libertação da Teologia Feminista latino-americana e o Resgate da Voz e da Liderança Feminina na Fé. Aponta para o Ativismo Feminino que reivindica o espaço sagrado e questiona: Por que a Crise e a Laicização estão forçando a mudança e a necessidade urgente de desarmar o Fundamentalismo?
“As Religiões São Machistas?” é um convite audacioso a uma revisão histórica, antropológica e teológica profunda. É uma leitura essencial para quem busca entender não apenas o que a religião fez com as mulheres, mas o que ela perdeu quando o poder se tornou o único atributo de Deus. O tempo é agora de confrontar o passado para reescrever o futuro da fé.
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