Sobre o livro
Cosmoaçuarama revela o espaço físico e mental/intelectual do autor, ou melhor, do seu alter ego Arilumeperê (síntese de outros eus) protagonista nesta rapsódia delirante de cunho personalíssimo. Onde ele vive, sonha e como trabalha sua escrita e pintura. Vertigem, delírio e visionarismo.
Razão e imaginário na mesma obra. Invenção consolidada de uma mitologia iguaçuensi’s dada a conhecimento já de outros livros do escritor, aqui comparecidos em alguns fractais (caso de O abduzido, Arijo e O pisalume no caminho). A entrega é total. Projeção do eu aos espaços do indizível.
Contatos imediatos de todos os graus. Transe. A “Cosmotelepatia” (conceito de comunicação mental do agente com o Cosmos) no dizer do artífice, aplicada em ato. A supermente cósmica deflagrando sinais, signos, símbolos. Sinestésica apreensão pelo ser criador da objetalidade nos espaços arbitrários.
Sinestésica assimilação do caos. Cosmoaçuarama, é prosa poética, ficção longa instigante, infame até, com inúmeros casos de abdução, conceitos e neologismos pelo meio. Além de expor a própria experiência autoral na criação pictórica e poético-literária.
O ato estético, o gosto, o resultado do trabalho, plenamente identificado com o artista, poeta e ficcionista. Questões importantes da filosofia são enfocadas na obra e livremente expandidas num dizer transgressor.
A exemplo, a relação sujeito x objeto x subjeto, matriz essencial da Teoria do conhecimento, é levada a efeito, na práxis da criação/invenção ficcional. O empírico, aparecendo também como atributo desta literatura ímpar. Experiência de pisar os chãos nativos.
Há sim, um matuto estelar em ação poética e especulações interestelares.
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