Chamadas telefônicas

Por Roberto Bolaño

Sobre o livro

Mais conhecido pelos seus extensos e complexos romances, como 2666 e Os detetives selvagens, Roberto Bolaño demonstra, nos contos compilados em Chamadas telefônicas, um completo domínio da forma breve.

Roberto Bolaño escolheu, para abrir este volume de contos, uma epígrafe de Tchékhov.

A citação não é aleatória: assim como o mestre russo, o autor chileno compôs, em Chamadas telefônicas, uma série de histórias curtas, com desfechos inesperados, que abrem caminho para múltiplas interpretações.

Tal é o caso de “Sensini”, o primeiro conto da coletânea, sobre um escritor argentino que se especializou em ganhar concursos literários.

Trata-se de personagem arquetípico na obra do autor: um intelectual latino-americano, retratado com uma mescla instável de rancor e compaixão, que não consegue encontrar seu lugar no mundo.

Na segunda parte do livro, em que o espectro metaliterário cede lugar à violência, os leitores de Bolaño reencontrarão “velhos conhecidos”. Em um dos contos, o autor retoma a paisagem da cidade fronteiriça de Santa Teresa, em outro resgata seu alterego Arturo Belano.

A sensação de déjà-vu estende-se também à terceira e última parte, protagonizada por personagens femininas indecifráveis. Ao repetir personagens e cenas, Bolaño constrói, livro a livro, um vasto universo ficcional.

Estes contos são assim tanto um complemento para os ávidos leitores do autor quanto uma porta de entrada para seu território ficcional.

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