VINÍ DÊ MUÁ Yuná dá Masê: A Lenda do Boto Cor de Rosa

Por Silvano Prestes da Silva

Sobre o livro

Viní dê Muá — Yuná da Masê é o segundo volume da saga de Viní, o menino que aprendeu a ouvir a floresta. Neste volume, Viní tem doze anos e chega à aldeia Damasê, na margem do Rio Tapajós, depois de sete anos vivendo com o espírito da floresta.

O que encontra não é apenas uma aldeia — é o mundo humano em toda a sua complexidade: hierarquias, amores, medos escondidos, tradições que sustentam e outras que aprisionam. Na aldeia conhece o pajé Kauã, curador de almas e guardião dos segredos do rio.

Conhece o cacique Neghuru, homem de ferro que aprendeu a liderar escondendo o que o quebra por dentro. E conhece Yuná da Masê — doze anos, olhos que perguntam, filha do cacique — que será a pessoa mais importante da sua formação depois do espírito da floresta.

Ao longo de seis anos, Viní passa pelos ritos de iniciação da aldeia, aprende a arte do rio, descobre o amor que cresce devagar e teimosamente entre dois jovens de mundos diferentes, e enfrenta a prova mais estranha de sua vida: ser transformado em boto pelo feitiço de um pajé que cedeu ao medo.

Da profundeza do rio, vendo o mundo com olhos de cetáceo, aprende o que nenhuma floresta e nenhuma aldeia podiam ensinar — e é o amor de Yuná que o devolve à forma humana. Aos dezoito anos, Viní dê Muá não é mais o menino da floresta nem apenas o menino do rio.

É alguém que pertence a vários mundos ao mesmo tempo — e por isso capaz de cruzar as fronteiras entre eles com a leveza de quem sabe que os mundos, no fundo, são um só.

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