Memórias: (quase–romance)

Por Augusto de Sênior

Sobre o livro

Estes escritos, não têm a intensidade das Memórias de um SargentodeMilíciasde Manuel Antônio de Almeida, a genialidade das Memóriaspóstumas de Brás Cubasde Machado de Assis ou dos Contos do Marquês de Sade.

O ‘detalhismo’ das Memórias da Rua do Ouvidorde Macedo ou das Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar. Estas são Memórias, narradas por um cronista-quase-romancista, são lembranças de Nicanor Pimenta dos Anjos!…

A graça das Memórias da Emíliade Monteiro Lobato; ou a ‘singeleza’ de Nemecsek em Os meninos da Rua Paulode Ferenc Molnár; mas, são Memórias quase- romance. Durante muitos anos, Nicanor Pimenta dos Anjos, pensou em narrar suas Memórias a este cronista-quase-romancista.

São Memórias quase-romance, lembranças que ‘dissecam’ fatos passados. Utilizamos conceitos de Machado de Assis, Alencar e das Memórias de um Sargento de Milícias; obras universais. De Machado de Assis, três romances: Memórias póstumas de Brás Cubas – 1881; Quincas Borba – 1891 e Dom Casmurro – 1900.

De Alencar os perfis de mulher (Senhora, DivaeLucíola) e dois romances indígenas (O Guarani e Iracema). De Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias; esperamos que destes conúbios: coisa boa, coisa sagrada (maná). Iniciamos pelo primeiro dia.

Infâncias; anos de escola, o básico; anos universitários; trabalhos; ‘guerra intelectual’ contra mentes ‘pequenas’ diante dos ‘estudos’; política; aquisições (roupas de marcas, computadores, carros, terrenos, casas etc.).

Namoros insólitos; brigas, sem e com motivos!…, noites em claros, bebedeiras e porres homéricos, festas públicas etc.

É intenção atingir, a transformação – a travessia que o texto literário oferece – o Universalismo, ou seja, o fato de que um Leitor em qualquer tempo e lugar do mundo, ou mesmo, atualmente, em uma ilha distante, sem ‘informações’, lendo o texto, reconheça-se nele dizendo: – Estas são minhas Memórias!…

– Tal personagem sou eu!… Também objetivamos: atingir o ideal, que todos os autores almejam: ser lido; angariar à atenção dos leitores, conduzindo-os por uma estrada ‘livre’ que é o conhecimento e o amor à leitura (E a Literatura!…). E por último, logicamente: a venda de livros!…

Vender estas Memórias,estas lembranças de Nicanor Pimenta dos Anjos, homem comum, de vida simples. Augusto de Sênior. Amauri C. Ferreira.

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