A Mercadoria do Futebol

Por Mariana Zuaneti Martins

Sobre o livro

Trato do contexto profissional do futebol e da ação sindical de jogadores no Brasil, no período pós Lei Pelé.

Utilizei três estratégias de pesquisa: a análise da influência dos dispositivos estruturais e ideológicos relacionados ao mundo do trabalho do futebol na ação sindical; a descrição e análise do modelo de sindicalismo adotado pelo SAPESP (Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de SP), com base na sua plataforma, ideologia e na forma de se relacionarem e de atingir seus associados; e análise de outras formas de ação coletiva entre jogadores de futebol que confrontassem aquelas adotadas pelos sindicatos oficiais da categoria, a emergência do Bom Senso F.C., estratégia esta que teve um olhar para a ação sindical que não se restringisse apenas a entidade representativa.

Demonstro que a atuação do SAPESP e da FENAPAF nas últimas duas décadas têm se restringido a questões pontuais de defesa de alguns direitos dos trabalhadores, com uma atuação mais voltada aos jogadores de clubes pequenos.

Do ponto de vista funcional e estrutural, o SAPESP opera uma separação entre categoria e sindicato, que tem servido para justificar limites das ações da entidade, bem como dar liberdade para esta agir sem a necessidade de anuência da base.

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