Sobre o livro
Aljubarrota foi uma das grandes batalhas campais da Idade Média entre dois exércitos régios e um dos acontecimentos mais decisivos da história de Portugal. No campo diplomático, permitiu a aliança entre Portugal e a Inglaterra, que perdura até hoje.
No aspecto político, resolveu a disputa portuguesa contra o Reino de Castela e Leão, permitindo a afirmação de Portugal como reino independente, abrindo caminho sob a dinastia de Avis para uma das épocas mais marcantes da sua história, a Era dos Descobrimentos.
Analisando-se a batalha de Aljubarrota observamos que os castelhanos deveriam ter procurado prevenir-se contra as surpresas táticas do dispositivo português. Deveriam ter forçado os nobres cavalheiros (franceses principalmente) a deixarem de lado o orgulho de suas cargas de cavalarias.
Não deveriam ter deixado o grosso de sua infantaria para trás – ao contrário, deveria ter sido o escalão principal desde o início – e quando esta arma fosse empregada não deveria ter sido concentrada no centro, não só após algum êxito inicial, mas durante toda a batalha.
E neste caso, os “ombros” da penetração – alas direita e esquerda – deveriam ter sido reforçados.
Finalmente, na técnica deveriam ter procurado um melhor emprego – adaptado à situação do terreno e do inimigo – para sua importante força de balestreiros, particularmente na missão de contrabateria ao fogo português.
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