Sobre o livro
106º livro do autor, todos eles publicados no Clube de Autores e na Amazon, em versão impressa e digital, exceto “Poeticamente teu”, da Coleção Prosa e Verso 2019, da Prefeitura de Goiânia/GO.
Alguns trechos:
“Tentei transpor /Os meus muros de solidão, / Reconstruir as sinapses / De sua Matrix, / Apagando os seus beijos ardentes, / O som de seus uivos de prazer, / Que tanto me deixavam louco, / Mas o final desse filme eu já conhecia, / Pois já o assisti dezenas de vezes, / E ele é sempre o mesmo: / Você ressuscita, dentro de mim…”
“Na primeira vez em que me encontrei com ela, / Acho que adquiri amor por contágio, / Que boca maravilhosa era aquela, / Cuja voz doce deixou-me tão frágil?”
“Não subestime / Os visionários / E os poetas, / Se lhe parecerem loucos, / Apenas por enxergarem / Realidades que você nunca imaginou,”
“E de repente, / Descobri o motivo desconhecido / Para aquela repentina tristeza: / Era pura saudade de você…”
“Troco um pote de ouro / Por um amoroso sorriso teu, / Na Terra, o mais precioso tesouro / Que Deus já me concedeu…”
“Pelas lentes de um poema, / Enxerga-se um mundo reverso, / Em cada tema, / E em cada verso, / A derramar inquietude, / Atrás de palavras ardentes, / Sobre o amor em sua plenitude,”
“Grandes amores não morrem, / Apenas ficam adormecidos, / Em um canto da memória, / Por alguns anos, décadas, / Ou por toda uma vida…”
“O tempo passa / Depressa demais, / Quando se vê, / Já passou um mês, / Um ano, a juventude, / A felicidade, / E mal percebemos…”
“Sua ausência agride-me como um carcinoma, / Ou algo ainda mais vil, / Coloquei-a sob uma redoma, / Mas, mesmo assim, você fugiu…” “Alguns poemas são meros construtos / Sobre uns amores imaginários, / Narram casos de paixão absolutos, / Que fizeram muitos aniversários,”
“Eu era um poeta parnasiano, / Manietado pelas rimas solenes, / Seguindo um rigor profano, / Para escrever poemas perenes… / Buscava versos preciosos, / Para dedicá-los à minha amada, / E a seus olhos maravilhosos, / Que iluminavam minha jornada…”
“Minha imaginação coloriu-me com suas tintas, / Inventando do nada uma história bandida,/ Onde compartilhamos doces segredos, / Mas nossos corpos giram em órbitas distintas, / Jamais poderei compartilhar de sua vida, / Pois você é só uma invenção de meus dedos!”
“Mas faltou muito pouco, / Talvez alguns centímetros / A mais de altura ou de busto, / Debaixo do qual pulsava um coração, / Que por tão pouco tempo foi meu…”
“Pois essas lágrimas marotas / Somente na vidraça existem, / Porque lá fora chove, / Somente do lado de lá da janela, / E pode ser que a chuva renove / A saudade que tenho dela, / E que é da minha alegria adversária, / Pois traz de volta tudo que já não tenho,”
“Quando dei por mim, / Percebi que minha alma / Simplesmente abandonara / Este corpo que já não lhe pertence, / Pois já não é mais que uma casca vazia, / Que, sem você, perambula, / Sem destino / (E de que isto importa?), / Pelas ruas e avenidas / Dessa cidade imensa,”
“Já te contei / Que, para poetas, paixões são passatempos, / Que germinam versos de amor, / Por causa dos rostos mais belos?”
“A vida é uma peça / De teatro absurdo, irreal, / Na qual somos jogados, / E insiste em nos fazer de brinquedos, / E quanto mais temos pressa, / Nesse enredo teatral, / Tentamos desvendar segredos / Que não deveriam ser desvendados…”
“Não me confunda com meu avatar, / Que se parece muito comigo, / E que escreve versos / Ardentes, / Inexplicáveis, / Que ficam em sua mente a bailar, / Colocando a sanidade em perigo, / Esses poemas sobre amores perversos, / Pungentes, / Insaciáveis!
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