Artemísia

Por Adeilson Nogueira

Sobre o livro

“Aí está você! Cujo amor e vida juntos fugiram… Deixaram-me aqui para amar e viver em vão, entrelaçados com meu coração. Posso te considerar morto quando a memória ocupada palpita em meu cérebro? Bem, eu sonharei que poderemos nos encontrar novamente, e cortejarei a visão em meu peito vazio…

Se alguma lembrança então permanecer, seja como for a ordem do futuro, para mim não haverá felicidade suficiente para substituir teu espírito abençoado”.

Esta célebre homenagem de afetuosa consideração, cujo nome deu a designação a todas as estruturas posteriormente erigidas como sepulcros ou tumbas, foi projetada por direção de Artemísia II, esposa de Mausolo, rei de Caria, falecido em 353 aC. Não temos informações sobre o momento de sua união.

Tudo o que podemos saber é a data de seu falecimento. Consequentemente, ignoramos os anos de apego duradouro entre esses modelos de ternura conjugal.

O amor de Artemísia era tão grande, que, com a morte de seu Mausolo, seu corpo sendo queimado, de acordo com o costume do país, ela pôs fim à própria vida.

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