O Bumba Meu Boi circulando nas redes sociais

Por Antônio Jorlan Soares de Abreu

Sobre o livro

O Bumba Meu Boi faz parte da cultura, da teatralidade e da religiosidade que envolve o povo brasileiro, de maneira especial é a identidade do negro, do indígena e do pardo, é uma consagração de hibridismo que circula os terreiros da capital maranhense e cidades da baixada.

O folguedo sortido de cores, sotaques e bailados é a imagem do São João do Maranhão. Festa ludomaranhense que homenageia São Marçal, santo não reconhecido pela Igreja Católica, e cercado de sincretismo, comungando tanto com o catolicismo quanto com a religião afro-maranhense.

Essa festa de cores, tambores e sotaques saiu da categoria de movimento marginalizado para configurar enquanto ícone do estado do Maranhão, foi inserida no terreiro das mass media e agora reverbera no campo midiatizado das redes sociais, circulando e fazendo circular suas toadas, seus ritos, que se inicia com o batismo, passando pelas incontáveis apresentações, confluindo com o ritual de morte do boi, que é mediado e midiatizado pelos processos sociais.

O que poderia ser considerado como fim permanece vivo e latente através das redes sociais com a exposição das novas toadas, ensaio dos integrantes, confecção das indumentárias, maquiagem, ensaios fotográficos, seletiva, a exposição em circulação para o alcance de curtidas, comentários, compartilhamentos e mais seguidores virtuais.

A essência da cultura brincante prevalece, e agora mais ainda através do urro do Boi nas redes sociais.

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