Caos Primordial: Aventuras na magia do caos

Por Phil Hine

Sobre o livro

Caos primordial: aventuras na magia do caos

O primeiro livro de Phil Hine, publicado em 1993 e com prefácio de Grant Morrison, é uma visão geral do ocultismo moderno. O autor apresenta técnicas simples, mas eficazes para se tornar proficiente em magia prática, incluindo uma análise das possibilidades oferecidas pela magia ritual, feitiçaria, invocação, possessão e evocação.

Aproveitando também o ressurgimento do interesse pelo tema, Hine traz uma riqueza de experiências em grupo para que exploremos as vantagens – e desvantagens – de fazer magia com outras pessoas, além de explicar com clareza o que é e no que consiste um ritual, o que é mudança de paradigma e de padrões de crença e o que a identidade e o si-mesmo de cada pessoa têm a ver com magia.

Tradução: Rogério Bettoni e Johnny Miranda

“A história da magia do caos deu três grandes surras na história do ocultismo: a primeira remonta aos seus primórdios e veio pela atávica e rebuscada obra de Austin Osman Spare; a segunda veio pela abordagem técnica e utilitarista de Peter Carroll; e a terceira nos chegou pelas obras de Phil Hine, começando por este livro.

Spare derrubou todas as bases que lhe precederam. Carroll propôs uma nova e sólida edicação. Mas foi Hine o primeiro a dar à magia caótica uma cara mais humana, trazendo para o caldeirão de Éris toda sua experiência pessoal com o xamanismo, a arte, o teatro e a psicologia.

Para ele, a prática mágica não se constrói apenas com técnicas e crenças: é preciso levar em conta as pessoas, tanto sozinhas quanto em conjunto.

Hine foi o primeiro a abordar abertamente as considerações éticas da magia do caos, e sua experiência como terapeuta o levou a tratar especificamente das vantagens e desvantagens de práticas em grupo, tema que serve de base para um dos capítulos mais interessantes deste livro.

Caos primordial é a primeira de uma série de obras em que o autor nos apresenta uma visão mais aprofundada acerca da prática da magia. Algo que ficará claro a quem lê estas páginas é que este livro não é fruto apenas de especulações metafísicas, mas de vivências e práticas.

Escrita nos anos 1990 em um estilo bem semelhante ao da cultura de fanzines da época, a obra faz a ponte necessária entre a primeira geração de magistas do caos e a prole da revolução do século XX (a famosa palavra “meme”, cunhada por Richard Dawkins em O gene egoísta para designar informações que se multiplicam facilmente, aparece 25 vezes ao longo do livro).

Um texto denso para ser lido antes dos outros livros do autor e relido sempre que qualquer certeza se fizer presente na sua jornada como magista.” —Thiago Tamosauskas Morte Súbita Inc.

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