Sobre o livro
Ciudad Augusta: Uma distopia latino-americana é uma ficção que tem como pano de fundo um evento real: o Movimento ¡Evade!, contra a desigualdade social, que sacudiu o Chile no final de 2019 e início de 2020. Um milhão de pessoas foram às ruas.
Os protestos se estenderam por meses. Acuado, o governo pactuou reformas. Aceitou mudar a Constituição do país, herança da ditadura militar do general Augusto Pinochet.
Como saldo, uma tragédia histórica: mais de 200 manifestantes perderam a visão, alvejados por tiros de balas de borracha disparados pela polícia durante os protestos. A maioria ficou cega de um olho. Alguns perderam os dois olhos. Mas o que teria acontecido se o Movimento ¡Evade!
fosse sufocado por um regime ultra-autoritário? E se esse regime decidisse institucionalizar a cegueira como forma de controle dos adversários políticos? Ao modo de Philip K.
Dick (que fez uma pergunta parecida em “O homem do castelo alto”), Ciudad Augusta projeta-se 50 anos à frente (para o ano de 2069) e bebe nas grandes distopias do século XX para buscar a resposta. Uma resposta – diga-se já! – melancólica.
Porque Ciudad Augusta é uma alegoria sobre o arbítrio do Poder. De todo Poder.
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