Francisco Paixão, O caçula: Autobiografia

Por Francisco Batista da Paixão

Sobre o livro

Numa sexta-feira da Paixão, dia 27 de março de 1964, veio ao mundo Francisco Batista da Paixão, o caçula de 13 irmãos de uma família do sertão da Bahia.

Ao longo dessa obra simplista e autobiográfica, com uma linguagem coloquial e descomplicada, o leitor irá conhecer a história de um homem nordestino, que desde a sua chegada ao mundo conheceu o significado da palavra “desafio”, vivendo e enfrentando diariamente cada um deles.

Na linha do tempo de sua vida nos deparamos com uma virada de chave impactante, onde pela falta de oportunidade, seca e escassez de trabalho, no final da década de oitenta, Francisco decide enfrentar seu maior desafio até então e no seu maior ato de coragem largou sua família, pais, irmãos e sua vida simples no sertão para ir embora para capital paulista tentar uma vida melhor (como muitos nordestinos se submetem até hoje pela falta de governabilidade em lugares como interior do Norte e Nordeste).

Chegando em São Paulo, não diferente da vida difícil que deixou para trás, se deparou com lutas e dificuldades maiores; longe do seu leito familiar, da sua cultura e costumes, Francisco enfrentou desde os perigos da cidade grande até os costumes por ele desconhecido, como por exemplo o simples fato de não entender a necessidade de “usar amaciante numa roupa já lavada com sabão’’.

Embora tantos remédios amargos que a vida lhe deu, ele foi abençoado com um senso de humor que carrega até hoje, e da palavra “desafio” citada no começo, o mesmo encontrou o modo, digamos que perfeito de ressignificá-la em uma outra muito pequena, mas forte; invisível, mas milagrosa: A fé!

Essa monossílaba que destrói conceitos, cura os doentes, move montanhas e exalta os fracos foi determinante para esse homem que usou como sua principal arma em sua trajetória até aqui.

As referências bibliográficas da obra denuncia qual é o seu manual de sobrevivência, uma única inspiração, um único livro, uma única história, um único pai, um único Deus, o mesmo que esteve com ele desde o ventre da sua mãe, até os dias de hoje, e que estará até o findar da sua missão já escrita e sabida por esse Pai tão bom.

Finalizo, provocando a leitura com um olhar sensível aos detalhes e contrastes que essa história traz, eu faço parte dela, eu sou uma peça em construção desse quebra cabeça, e mais do que isso sou um dos atos de fé que é contado nesse livro, pelo meu pai, que tenho profunda admiração e orgulho.

“Ele me respondeu: Minha graça é sempre mais que suficiente para você, e o meu poder encontra sua plena expressão em sua fraqueza. Então, vou celebrar minhas fraquezas, pois quando estou fraco sinto mais profundamente o grande poder de Cristo em mim.

Então, não estou derrotado pela minha fraqueza, mas encantado. Quando estou cercado de problemas por todos os lados, fico ainda mais forte, pois a minha fraqueza se torna um portal para o poder de Deus.” (2 Coríntios 12:9-10).

Carolina Vieira da PAIXÃO.

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