A cinza das horas

Por Manuel Bandeira

Sobre o livro

Livro de estreia, A cinza das horas é a aurora criativa de um poeta que pouco a pouco depurou seu espírito e seu estilo – estilo que mais tarde o consagrou como um dos autores essenciais da literatura de língua portuguesa.

Concebidos ao longo de sua juventude, os poe­mas de A cinza das horas (1917) revelam um Manuel Bandeira já senhor de sua linguagem a vislumbrar as agruras da condição humana, criando seus primeiros poemas frente às dores do amor e da morte, do desamparo e da solidão.

Os poemas mais tocados pela tristeza foram escritos no sanatório de Clavadel, na Suíça, onde o jovem esteve em 1913 para tratamento da tuberculose que o acompanharia pela vida inteira.

Seus fortes laços familiares também estão presentes em composições que nos re­metem a seus pais, sua irmã e seus avós.

Esta 3ª edição, coordenada por André Seffrin, traz um rico caderno iconográfico com diversas fotos de Manuel Bandeira, de seus pais e de poetas homenageados por ele.

Além disso, um prospecto, com anotações, do sanatório Cladavel, no qual o jovem se hospedou no período em que escreveu alguns textos desse livro. A obra reúne também imagens das traduções em francês dos poemas Chama e Fumo e Ruço, possivelmente realizadas por Bandeira.

Além de notícias em jornais, que fizeram alusão ao lançamento de sua primeira edição.

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