Da família sem pais à família sem paz: violência doméstica e uso de drogas

Por Gilberto Lucio da Silva

Sobre o livro

No vocabulário da saúde pública, a violência no âmbito intrafamiliar é considerada como uma doença hiperendêmica, ou seja, um agravo persistente e de alta incidência.

Na atualidade, embora mais exposta e melhor conceituada, estando, inclusive, positivada juridicamente, e seja menos aceita socialmente que nas décadas passadas, permanece mantida em patamares altos, como doença social bastante frequente.

Esta contribuição ao debate sobre o tema, à análise da dinâmica e do contexto histórico da violência intrafamiliar associada ao uso de substâncias psicoativas, tenta ir além do diagnóstico das causas, e reconhece algumas leis explícitas, a serem obedecidas sem pestanejar: Constatada a dependência química, se faz premente uma intervenção, qualquer intervenção; não existe dano individual que não seja também dano coletivo.

Se a liberdade surge como patologia, com terríveis feições de doença, instala-se a negação da fraternidade, do concernimento, base do cuidado com o outro, da capacidade de sentir remorso, do sentimento de preocupação, respeito ou culpa para com outro indivíduo.

Tentar-se articular diferentes campos do conhecimento, de modo que os problemas identificados nas situações de violência e uso de drogas na família possam ser compreendidos enquanto neles se realiza uma intervenção qualificada.

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