Xerxes, O Rei–deus

Por Adeilson Nogueira

Sobre o livro

“Não saber o que aconteceu antes de nascermos é permanecer sempre criança; pois qual será a vida do homem que não combina os eventos presentes com as lembranças de eras passadas?” (CÍCERO) Nos dias de Xerxes não havia caminho para a honra a não ser pela guerra… Assim que a primavera do ano 480 a.C.

chegou, Xerxes deixou Sardes e dirigiu sua marcha para o Helesponto. Chegando em Abidos, desejou presenciar um combate naval.

Foi-lhe erguido um trono numa eminência, e nessa situação, vendo todo o mar abarrotado com os seus navios, e a terra coberta com as suas tropas, sentiu um segredo, a alegria se difundiu em sua alma, considerando que ele era o mais poderoso e o mais feliz dos mortais.

Refletindo, porém, logo depois, que de tantos milhares, em cem anos não haveria um vivo sobre a terra, sua alegria se transformou em tristeza, e ele não podia deixar de chorar pela incerteza e instabilidade das coisas humanas.

Xerxes poderia ter encontrado outro assunto de reflexão, que teria mais justamente merecido suas lágrimas e aflição, se ele tivesse voltado seus pensamentos para si mesmo.

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