Oréstia: Agamêmnon, Coéforas, Eumênides (Tragédia Grega *)

Por Ésquilo

Sobre o livro

Aurora do teatro moderno, a tragédia grega, profundamente ligada a cultos e tradições, é também um reflexo da vida pública do período clássico. Numa época em que o conservadorismo religioso se misturava a idéias inovadoras, o teatro só podia refletir tais ambigüidades e tensões.

Verdadeira antologia das principais obras que nos ficaram de Ésquilo, Sófocles e Eurípides, os volumes de A Tragédia Grega são traduzidos diretamente do original pelo eminente helenista Mário da Gama Kury.

Neste segundo volume da série, é apresentada a edição conjunta das três peças que formam a trilogia “Oréstia”, do filósofo Ésquilo. As notas e a introdução do tradutor fornecem argumentos e antecedentes de cada peça, dando ao leitor o embasamento necessário para leitura do volume.

“Agamêmnon” baseia-se na volta vitoriosa do herói à Argos, após ter vencido a guerra de Tróia e vingado a honra de seu irmão Menelau, marido de Helena, que havia fugido com Páris. A esposa de Agamênon, Climnestra, por sua vez, também o trai, e arquiteta o assassinato do marido com o amante.

Em “Coéforas”, Orestes e Electra, filhos de Agamêmnon, vingam sua morte, matando a mãe e seu amante. A ira de Climnestra é materilizada nas Fúrias, vistas somente por Orestes, são as responsáveis por sua loucura em “Eumênides”.

Ainda na última peça, Orestes é julgado pelo seu crime pela Deusa Atenas que proclama que o tribunal – o primeiro a julgar um crime de homicídio – fica instituído para sempre.

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