Sobre o livro
Após o trauma de duas Grandes Guerras, o século 20 custava a desabrochar para a luz. Os anos 1950, ao invés de trazerem esperança, reverberaram o clima pesado do nazi-fascismo do outro lado do Atlântico, e o macarthismo tornou a vida nos Estados Unidos um inferno.
Em 1960, porém, a América elegeu um jovem presidente do Partido Democrata, o primeiro presidente americano nascido naquele século, e novos ventos começaram a soprar.
Em janeiro de 1961, com a posse de John Kennedy e a chegada de um futuro astro da música a Nova York, um ambiente de mudança se instala e, nesta novela urbana de época, o passado de resistência ao nazismo alemão visita o presente americano: no mágico encontro, começam a esboçar uma identidade para o século que avançava carente de transformações.
O novo, contudo, precisa bater de frente com o racismo, o nacionalismo tacanho e o preconceito generalizado (que persistem) mas recebe da ilha vizinha, Cuba, um alento para alavancar o progresso.
Comunistas e anarquistas do Greenwich Village se misturam com ativistas do Harlem e jovens intelectuais judias para propor um destino para o país, que desaguaria, poucos anos depois, na conquista dos Direitos Civis, na revolução de costumes, na revolução sexual e de gênero, e nas grandes manifestações libertárias da juventude mundial – por meio do rock e da contracultura.
Com a novela 1961, Joel Macedo, testemunha ocular de parte dessas mudanças, completa sua trilogia da intrépida década, que teve como obras literárias anteriores Tatuagem, histórias de uma geração na estrada e Albatroz, o encontro das tribos na Califórnia.
Foi na Nova York de 1961, ao som do folk e do twist, que tudo começou.
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