Violência doméstica e justiça restaurativa: é possível dar voz às vítimas?
Por Aline Damasceno Pereira de SenaSobre o livro
Em um país onde milhares de mulheres enfrentam diariamente a violência doméstica, uma pergunta urgente se impõe: a Justiça Restaurativa é realmente capaz de transformar essa realidade?
Este livro mergulha nos bastidores de nove projetos implementados pelo Poder Judiciário brasileiro, buscando diretrizes e Uma nova plataforma veio para facili tar seu dia a dia e possibilitar o acesso às suas obras favoritas no seu compu tador, tablet ou smartphone, sem ocupar memória dos seus aparelhos.
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Venha nos conhecer em: www.booksbyauthors.com.br Editora Thoth parceira da: boas práticas para transformar estes conflitos por meio do diálogo, da escuta e da reconstrução dos vínculos sociais.
A partir da criminologia feminista, a obra revela como diferentes equipes têm buscado aplicar práticas restaurativas a um tema tão sensível.
O livro aponta as dificuldades de inclusão da vítima no procedimento restaurativo, a necessidade de observância da voluntariedade, os cuidados com a verificação da autonomia da parte vulnerável, assim como as lacunas decorrentes da ausência de dados e monitoramento contínuo das políticas públicas desenvolvidas.
Ao mesmo tempo, aponta as possibilidades que despontam quando é criado um espaço seguro para que vítimas, agressores e comunidades participem de forma consciente do processo de reparação.
A pesquisa identifica caminhos para fortalecer essas práticas — desde o aprimoramento da formação de facilitadores até a ampliação da participação das mulheres — e aponta para um horizonte promissor quando há incorporação dos estudos feministas à Justiça Restaurativa.
O ponto alto da obra é a apresentação de uma proposta de regulamentação e de um protocolo de segurança, pensados para a implementação de uma Justiça Restaurativa Feminista aos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, ampliando seu potencial humanizador e preventivo.
Inspirador e comprometido com a construção de soluções mais sensíveis e eficazes, este livro convida o leitor a descobrir como a Justiça Restaurativa pode abrir novos caminhos — mais acolhedores, mais participativos e mais transformadores — na busca por relações livres de violência.
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