Insubmissas Mulheres Negras: racismo institucional e cotidiano na escrevivência de uma servidora pública negra
Por Rosangela Araujo AlmeidaSobre o livro
Esta obra apresenta um estudo profundo sobre trajetórias, experiências e memórias coletivas como forma de revelar a realidade crítica da classe trabalhadora negra no Brasil.
A partir da história da minha família, migrante nordestina e negra, recupero a ancestralidade e as vivências no sudoeste baiano, trazendo à tona as vozes de trabalhadores rurais invisibilizados, contribuindo para o enfrentamento do apagamento epistêmico da memória negra.
A pesquisa articula essas memórias com a formação social brasileira pós-abolição, que, apesar de extinguir formalmente a escravidão, negou cidadania plena à população negra.
Por meio das memórias de mulheres negras, evidencia-se o racismo estrutural e institucional que sustenta uma divisão racial marcada por desigualdades históricas.
Com base na escrevivência e no racismo cotidiano, revelo minha condição de mulher negra na cidade de São Paulo, conectando-a às vivências de servidoras públicas negras da Prefeitura de São Paulo.
As entrevistas constatam o racismo institucional nos espaços de trabalho, expressões do sistema capitalista que exclui, adoece e marca os corpos negros com estigmas e traumas.
Este livro é um convite à escuta, ao reconhecimento e à valorização das vozes negras que resistem e constroem memória, identidade e história.
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