Travestis no cárcere: As relações de poder vivenciadas pelas travestis no sistema prisional

Por Laricia Keury Campos

Sobre o livro

Historicamente, as travestis ao adentrar o sistema prisional, em sua maioria, são direcionadas pela instituição para serem instaladas junto aos presos que cometem crimes sexuais, com exceção dos presídios que têm uma ala exclusiva para essa população.

Portanto, as travestis estão sob a justificativa da Secretaria de Justiça e Cidadania do estado do Ceará – SEJUS, de que, na ala dos que cometeram crimes sexuais, elas estarão “seguras” em relação à violência física.

No entanto, ao adentrar nessa ala, as travestis terão que se enquadrar nas regras impostas pelos presos que comandam a ala.

Sendo assim, este trabalho tem como objetivo, identificar as relações de poder vivenciadas pelas travestis dentro da ala “E” da Casa de Privação Provisória de Liberdade José Jucá Neto – CPPL III.

Contudo, os achados desta pesquisa possibilitaram identificar as diversas relações de poder como também violações de direitos humanos, que perpassam pelo cotidiano de uma travesti dentro do sistema prisional.

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