A LENDA DE ARQUITAURUS: TERRA DE DESTINOS

Por Carlos Costa França

Sobre o livro

Uma jornada através do tempo, do sonho e da transmutação da alma

Há mundos que coexistem com o nosso — mundos que respiram nas dobras do tempo, refletindo o esplendor e a ruína de Roma, mas tocados por forças que não pertencem à História, e sim ao Mistério.

É nesse outro mundo que começa a travessia de um homem atormentado por lembranças que não são suas e por um chamado que não sabe nomear. Após um sonho de presságios e símbolos, ele decide abandonar tudo o que possui — fortuna, nome e promessas — para buscar sua verdadeira origem.

Ignora, porém, que ao seguir esse impulso despertará engrenagens antigas, e que suas escolhas moverão o destino de muitos — até mesmo o de nações esquecidas pelos deuses.

Seu nome é murmurado pelos ventos de Arquitaurus, a grande cidade-estado erguida sobre antigas rotas de poder. Ali, entre templos e mercados, vivia também Cercira, filha do governante local — jovem de beleza luminosa e alma inquieta, que amava o homem que partia em silêncio.

Desconsolada, Cercira verá sua vida ruir à beira da guerra e, enviada com três companheiras para o distante reino de Niebla Norvento, descobrirá segredos que transformarão o amor em consciência e a perda em iniciação.

“Seu mundo veio abaixo como uma torre sitiada. Mas desse abismo enxergou a vida com a lucidez da verdade. Aprendeu que a pior crueldade fora o que fizera consigo mesma — entregar-se às sombras da desilusão. E que o amor, sem a companhia da alma, é a flecha de chumbo de um deus que nunca cresce, mas força os mortais a amadurecer.”

Ao lado do herói caminha Sabázio, romano errante e amante da vida em sua vertigem — e Dokimazo, o velho viajante que surge um dia em Arquitaurus, vindo de lugar nenhum, portando olhos que parecem enxergar através dos homens. Ninguém sabe se é sábio, louco ou herético.

Alguns dizem que é um alquimista dos deuses — um mestre das transmutações invisíveis, que conhece os segredos pelos quais a alma se refaz, assim como o chumbo se converte em ouro.

A jornada que se inicia não é apenas através de terras e impérios, mas através dos véus do próprio ser. Entre o visível e o oculto, entre o amor e o destino, ergue-se uma odisseia sobre o fogo interior — a matéria-prima dos mundos.

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