RITUAL DE BANQUETE MAÇÔNICO: NOTAS DO IR. HELIO A. SILVA 33º
Por HELIO ANTONIO DA SILVASobre o livro
Os seres humanos sempre buscaram fazer suas refeições acompanhados com seus entes queridos, amigos, sócios do clube, irmãos da igreja, colegas de trabalho etc A refeição, desde a mais simples possível e imaginável, daquelas que bastam unicamente para a preservação da espécie, como foi nos primórdios da humanidade, elemento básico para a sobrevivência em conjunto com a água, ainda que não pudesse ser feita de uma forma cerimoniosa, dada as circunstâncias da urgência, do momento, ou por outras aflições que passavam nossos antepassados, sempre foi um motivo de orgulho, de alegria e até mesmo de festa.
Não apenas nas datas festivas, como Natal, Ano Novo, aniversário de um familiar, mas igualmente no dia a dia, ela – a refeição – sempre cai melhor quando estamos acompanhados de pessoas que nos fazem bem.
Portanto, alimentar-se sozinho é símbolo, não apenas de solidão, mas de tristeza, de abandono, de descaso, de exclusão, ou isso, ou a pessoa gosta de permanecer só, isolada e não tem motivo de praticar um banquete com seus parentes e amigos. Cada caso é um caso.
A alimentação sempre esteve ligada a um momento feliz, de vitória, de superação e até mesmo de êxtase.
Os guerreiros, fossem eles romanos, espartanos, egípcios, vikings, todos comemoravam uma grande vitória em batalha preparando um laudo banquete, onde todos os vencedores se reuniam ou em torno de uma mesa ou em redor de uma fogueira para “comemorar”, palavra que tem como radical “comer” que significa alimentar-se.
Os tempos mudaram bastante desde as épicas guerras dos troianos, mas o instinto do ser humano não mudou tanto assim. Continuamos, em pleno século XXI, comendo para comemorar.
Essa comemoração pode ser feita sem formalidades, acontece em bares, restaurantes, pizzarias, que é o momento em que os irmãos, após concluídos os trabalhos em Loja, se reúnem para comer e beber e colocar em dia as conversas, uma vez que dentro da loja tiveram que se abster para a manutenção dos costumes sagrados da Grande Obra; também pode ser uma reunião com formalidades, dai tomo o nome de Sessão Magna de Banquete e justamente sobre essa formalidade que falaremos neste livro.
Tal reunião, por mais que a grande maioria desconheça, é sem dúvida alguma ritualística, sagrada, reservada apenas aos maçons e conta com sinais, toques e palavras, brindes coordenados pelo Venerável Mestre que mantém a presidência da Loja durante o banquete e a quem cabe oferecer os brindes e escolher o momento mais apropriado para que sejam exclamados os vivas, os hurras, os Huzze, e toda as formas de brindes e exclamações admitidas em nossos rituais.
É importante destacar que para cada rito existe um tipo de banquete ritualístico, mas grosso modo, podemos dividir tal cerimônia em dois estilos: um para o Rito Escocês Antigo e Aceito REAA que destina seus brindes ao Chefe de Estado e demais dignidades do governo, bem como ao Grão Mestre e dignidades da potência maçônica a qual se pertença.
O Rito Egípcio, dentre eles o APROMM Antigo e Primitivo Rito Oriental de Memphis e Mizraim, descarta completamente tais dignidades, sem contudo desrespeitá-las, e dirige seus brindes aos astros estelares, em torno dos sete planetas conhecidos na antiguidade, com destaque para o Sol que simboliza para os egípcios o Deus Aton-Rá.
Certamente, que o leitor, maçom ou não, irá se deliciar com o ritual do banquete e poderá aprender muito ou rever aquilo que já tenha aprendido.
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