Três Mulheres e Um Destino: Três Mulheres e Um Destino

Por Mércio Rossi

Sobre o livro

Três Mulheres e Um Destino

Quem não gostaria de ter nascido numa família prospera, com possibilidades de ser agraciado com um futuro promissor onde tudo só depende de você, da sua ambição e do tamanho dos seus sonhos ? Todavia o destino é cheio de surpresas e dentre elas, muitas desagradáveis, legítimas rasteiras, que as pessoas desejam não lembrar, mas não é possível, pois deixam marcas e sinais profundos que não é possível não lembrar.

Depois da perda do marido e com três meninas pequenas e um menino ainda nos braços para criar, a Joana não conseguiu suportar a ausência de um amor, a falta de alguém ao seu lado que transmitisse segurança, batesse a mão no peito e dissesse; – Eu estou aqui, não se preocupe, deixa comigo que eu resolvo ou faço acontecer.

Perdida perante as dificuldades de administrar uma fazenda e comandar peões, viu essas qualidades na pureza que o homem a sua frente demonstrava e não resistindo aos seus encantos se deixou levar pelo amor em substituição ao amor que a fatalidade lhe havia furtado.

Todavia, o amor também é cheio de surpresas e as vezes mostra uma única faceta que convém mostrar. A faceta da paixão, cumplicidade, respeito, sinceridade, valorização e atenção.

Recebido de braços abertos pela Joana, o Dalmo, capataz da fazenda era esse tipo de pessoa perfeita, assumiu suas três filhas e filho como se fossem seus próprios filhos e a Joana via nele só coisas boas e seus olhos lhe mostravam somente o desabrochar de muitas virtudes.

Com o tempo e a convivência, esse amor mostra a outra faceta, a faceta oculta carregada de todas as suas verdades e formatos. A faceta obscura do Dalmo era totalmente perversa e ambiciosa.

O homem amoroso se transforma em violento, passa a não respeitar as crianças e para se ver livre e abrir o seu caminho, interna as três meninas num internato de freiras e as esquece.

Em conjunto com o seu verdadeiro amor, o Dalmo passa a dopar a Joana, que ao abrir os olhos se dá conta estar num hospital psiquiátrico, e igual as filhas é esquecida por lá. Com isso, surge uma nova mulher com caminho livre que assume e ocupa o lugar da Joana na vida do Dalmo.

As filhas crescem, tomam outros rumos e capitaneadas pela mais velha, em que a mãe havia incumbido de cuidar das mais novas, inicia a busca e descobrem que a propriedade não pertencia mais a sua mãe, e o irmão também não é encontrado.

Por outro lado, a família da Joana era um tanto complexa, sua irmã Iara falava pelos cotovelos, falava o que não devia e não media consequências, somente o seu marido, um homem da paz com um coração do tamanho do mundo conseguia suportá-la.

O irmão, um funcionário público, boêmio, levava a vida na flauta, suas separações e vivenciava a competição no serviço público para conseguir uma promoção.

A Iara com suas loucuras, para não perder o marido, por conta própria busca internações, os filhos não suportam a arrogância e intromissão da mãe nas suas vidas e não permitem que a ela assuma as rédeas nas suas escolhas.

A fuga da Joana do hospital psiquiátrico, os percalços que ela e uma amiga tiveram que suportar para não retornarem ao manicômio, a descriminação, a rejeição familiar, pessoas boas que lhe estenderam a mão, até o reencontro com os filhos e mãe. A luta para recuperar o que por direito lhe pertencia.

Uma história cheia de lutas, lágrimas, desafios e emoções que surpreendem os amantes de uma boa leitura. Imperdível…

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